Nuno: anos depois

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As primeiras imagens do filme “Nuno: anos depois” pertencem a outro filme. São do documentário “Luz, Câmera, Pichação”, produzido em 2011 pelo professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Gustavo Coelho e mais dois colegas. Quatro anos depois, Gustavo volta a contar a história de um dos personagens do filme. Nuno não carrega mais latas de tinta. Tornou-se o “Rei das Sopas”. Em vez de sair à noite para pichar, Nuno sai antes do anoitecer para trabalhar em sua barraquinha de comida, no Centro do Rio de Janeiro. Gustavo Coelho fala como Nuno lidou com a mudança de vida. “O mais interessante da maneira como ele se narra nesse processo de mudança é que ele não o faz como sugere a gramática normativa, ou seja, ele não negativiza o passado pichador e muito menos encara sua ‘parada’ como indicativo de ‘libertação’. Pelo contrário, faz questão de afirmar que mesmo não estando mais com a tinta nas mãos, segue sendo ‘do Xarpi’”, disse. Gustavo explica como a cultura popular é uma forma democrática de educação. “Uma série de jovens tem nos palcos oficiais de expressão, como a escola, um lugar de intimidação de suas expressividades. Por outro lado, nas ruas, no ‘Xarpi’ e em tantas outras práticas marginalizadas, encontram um ambiente de amplo domínio dos gestos, falas, traços”, explicou. O autor acredita que “cabe à Educação entender que a ‘Rua’ é também uma escola”. E você? No que você acredita?