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"Ao
denunciar a situação e preparar alternativas, vocês
estão ajudando a educar o Brasil" (Cristóvam
Buarque)
O ministro
da Educação não compareceu, mas deixou palavras
de motivação aos debatedores e platéia - Por
Ana Teresa Gotardo
A programação
simultânea Violência nas escolas e estratégias
para superação contou com a presença de Marlova
Jovchlovich, Miriam Abramovary, José Vicente Tavares e Maria
Helena da Silva Ramos. O Ministro da Educação, Sr.
Cristóvam Buarque, presença esperada no debate, não
pôde comparecer por motivos profissionais, mas deixou uma
carta (para lê-la na íntegra, clique
aqui) motivando o debate, as discussões, e dizendo,
também, que está preparando uma política pública
de abertura das escolas aos finais de semana para envolver os jovens
em atividades esportivas e culturais e motivar um sentimento de
ligação com a Educação.
Após
a leitura da carta, a profa. Miriam Abramovary iniciou uma exposição
sobre pesquisas feitas no Brasil, com o apoio da UNESCO, com dados
sobre a violência em nosso país. Ela expôs que
a escola não é um local violento em si, mas sim, recebe
a violência e pode acabar com ela. Disse, também, que
existem dois tipos de
violência: a física, dada pela agressão, e a
simbólica, dada, por exemplo, pelo abuso do poder e dos símbolos
de autoridade, entre outros. Encerrou dizendo que a violência
interfere na qualidade do ensino, no cotidiano escolar, tanto no
que diz respeito às aulas quanto na atenção
dos alunos.
O participante
José Vicente Tavares definiu a violência como uma relação
social de poder que produz em outro grupo um dano físico
e/ou simbólico, como forma de obter prestígio na sociedade.
Desta forma, Tavares expôs a violência numa perspectiva
sócio-psicológica, propondo que se tente entender
os significados da violência, o que ela nos ensina sobre os
problemas da instituição e da globalização.
A última explanadora, a profa. Maria Helena da Silva Ramos,
fez um relato sobre sua experiência. Ela é diretora
de uma instituição que participa do projeto de abertura
das escolas nos finais de semana, promovendo atividades artísticas
e culturais, com o objetivo de diminuir a violência. Esse
projeto, segundo a diretora, criou nos pais e alunos um sentimento
de ligação com a escola, que passou a ser ponto de
encontro e distribuição/compartilhamento de conhecimento
e experiências.
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