Entrevista com Marcos Villela, novo coordenador do Comitê Científico

Durante a 35ª Reunião Anual da ANPEd em Porto de Galinhas, foi eleita a nova coordenação do Comitê Científico da ANPEd, eleita para gestão de dois anos, sucedendo a última gestão de Antonio Álvaro Soares Zuin e Cláudio Roberto Baptista.

Nova coordenação do Comitê Científico:

·         coordenador: Marcos Villela Pereira – PUCRS (RS) – GT24

·          

vice-coordenador: José Rubens Lima Jardilino – UFOP (MG) – GT8

Leia aqui entrevista com Marcos Villela, na qual o novo coordenador fala sobre a importância do Comitê Científico para a Associação e para a área de Educação, além de desafios para essa gestão.

Marcos Villela, novo coordenador do Comitê Científico

Você acaba de ser eleito, durante a 35a RA da ANPEd, para a coordenação do Comitê Científico. Como foi esse processo?

A escolha da coordenação passa por um entendimento do significado e da importância do CC para a nossa associação. Mais do que uma instância técnica que constroi a reunião nacional, o CC é um espaço de discussão epistemológica, científica e política bastante privilegiada.

O CC é composto a partir da indicação dos GTs, ou seja, ele é uma instância dos GTs que tem um objetivo mais específico: discutir critérios, valores, princípios e trabalhar na construção da programação geral da reunião.

A coordenação é escolhida entre os integrantes como uma forma de organizar, dinamizar e sistematizar as discussões feitas no coletivo. Também é o ponto efetivo de contato entre a diretoria, a secretaria e os demais membros.

Por isso, o caminho da escolha se fez ao longo do próprio processo, ou seja, o grupo foi amadurecendo nossos entendimentos e conexões de modo que, na reunião proposta para esse fim, foi consolidada a indicação.

Como você vê a atuação desse comitê, o que ele representa para a Reunião Anual e para a área da pesquisa em Educação como um todo?

A gente entende que o CC não é um organismo a parte, mas uma derivação dos GTs. Ele é uma instância dos GTs. É o coletivo responsável pelo trabalho efetivamente científico da associação. Ali são delineadas as diretrizes de avaliação e julgamento dos trabalhos a partir justamente dos princípios e critérios que circulam no interior dos GTs. O CC é o campo de emergência desse conteúdo. O processo de avaliação dos trabalhos é longo, meticuloso e minucioso. Envolve os GTs (coordenadores e avaliadores ad-hoc) e os integrantes das subáreas, em avaliações sucessivas que vão depurando o conjunto de trabalhos até a análise final e a produção, como resultado, do conjunto de trabalhos que serão apresentados na reunião.

Rigorosamente, o conjunto do CC representa o núcleo científico da área. Nosso trabalho compõe uma rede de ressonância científica com o comitê do CNPq, da CAPES, das FAPs e dos periódicos. Sem falar na articulação com os demais eventos (regionais, nacionais e estrangeiros) que, sem dúvida, também reverberam e recebem reverberação do CC.

Quais os principais desafios para essa gestão?

São vários. Um deles é a discussão, sempre interminável, da composição das subáreas. Essa discussão atravessa toda a associação – GTs, assembleia, diretoria – e, assim, não poderia deixar de nos atravessar também.

Outro desafio é o conjunto sempre crítico do processo de seleção de trabalhos. Como já mencionei, é um trabalho delicado, minucioso, que precisa estar em consonância com o que é discutido e trabalhado no interior dos GTs. Compete ao CC fazer a síntese, consolidar o exercício extenso e denso que é levado a efeito nos GTs, explorando as regularidades, os consensos e concordâncias, ao mesmo tempo que enfrenta as particularidades, as singularidades, as especificidades de cada nó dessa grande rede que é a ANPEd.

O CC é o espaço de convergência desse processo todo. A avaliação dos trabalhos é a atividade mais prosaica, a fase mais prática de um movimento que ultrapassa o espaço e o tempo da reunião. Cada GT tem uma especificidade, um modo de funcionar, tem seus princípios, seus acordos e singularidades, suas características e preocupações. Compete ao CC dar conta de trazer à tona essa vida toda e, com isso, dar corpo à dimensão científica da ANPEd.

Quais os principais temas e debates que pretende incorporar ao Comitê Científico?

Como já mencionei, talvez os dois debates mais importantes sejam aqueles relativos às subáreas e ao processo de avaliação e julgamento dos trabalhos.

Mas o CC também terá um importante papel para, ao lado da diretoria e das coordenações dos GTs, construir esse novo formato da reunião nacional. Ao passar a ser bianual, necessariamente teremos que discutir o formato da reunião – número de trabalhos, organização das sessões, etc. Será um desafio e tanto.

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