Entrevista com Jefferson Mainardes, novo coordenador do Forpred

Durante a 35ª Reunião Anual da ANPEd em Porto de Galinhas, foi eleita a nova coordenação do FORPREd, em substituição à anterior, formada por Alice Casemiro e Fabiany de Cássia Tavares Silva. 

A nova gestão é formada por:

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Coordenador: Jefferson Mainardes (UEPG - PR)

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Vice-coordenador: Alfredo Macedo Gomes (UEPE)

Leia aqui entrevista com Jefferson Mainardes, na qual o novo coordenador fala sobre a importância do fórum e os desafios para essa gestão.

 

Você acaba de ser eleito, durante a 35a RA da ANPEd, para a coordenação do Forpred. Como foi esse processo?

A questão da eleição do Forpred foi discutida nas reuniões regionais realizadas em Porto de Galinhas e colegas de diversas regiões consideraram que a região sul poderia estar representada na coordenação. Após diversas conversas com colegas de diferentes regiões, consideramos que seria viável organizar uma chapa com sul e nordeste. Preparamos uma breve proposta de trabalho, apresentamos aos colegas e foi realizada a votação. A chapa foi aceita pelo grupo, com o compromisso de realizarmos uma gestão coletiva das questões relacionadas à Pós-Graduação.

Jefferson Mainardes - coordenador do Forpred

Como você vê a atuação desse fórum, qual a importância dele?

O Fopred é uma instância já consolidada no âmbito da Anped. É uma instância político-organizativa que congrega os Programas de Pós-Graduação da área de educação. O Forpred mantém os coordenadores em permanente contato e isso tem feito com que a área permaneça unida em torno de objetivos comuns de melhorar a qualidade da pós-graduação, nem espírito de cooperação e solidariedade. O Forpred assume um papel de reunir os posicionamentos dos PPGEs sobre diferentes aspectos das políticas e das demandas da Pós-Graduação da área de educação.

Quais os principais desafios para essa gestão?

O principal desafio é o de conseguir que a área de educação seja considerada como área prioritária, de forma a ampliar o número de bolsas, mais recursos para a pesquisa e, de modo geral, ampliação de financiamento e de editais voltados às necessidades e demandas na área. Para isso, o espírito de união e de solidariedade entre Anped, coordenação de área na Capes, CNPq, fundações estaduais de apoio à pesquisa, demais associações é fundamental para que esses avanços coletivos possam ocorrer.

 

Quais os principais temas em debate e em luta na Educação no que se refere aos programas de pós-graduação em Educação?

Há diversos aspectos em debate. Um deles é necessidade de reafirmar o compromisso da pós-graduação com a Educação Básica, com a formação de professores da Educação Básica, com a realização de pesquisas que possam contribuir para avanços na Educação Básica. Uma parte muito significativa dos alunos dos PPGEs são professores da Educação Básica e seria altamente positivo se programas específicos fossem criados de forma a garantir a esses alunos um auxílio mais efetivo (bolsas, dispensa para a realização de curso de pós-graduação, etc). Outra luta é necessidade de diminuir o problema das disparidades regionais da pós-graduação que ainda está bastante concentrada, bem como a necessidade de maior interiorização da pós-graduação em regiões nas quais a pós-graduação ainda não chegou. No entanto, o grande desafio é de que a correção das disparidades e a expansão ocorram como mesmo padrão de qualidade, o que demanda mais investimentos nas universidades, maios recursos para a educação em todos os níveis, incluindo para a pós-graduação. Os desafios são enormes, mas podemos afirmar que a área de educação encontra-se em plena expansão e essa expansão se deve, em grande parte, ao compromisso dos profissionais da área de educação.

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