GT21 - Educação e Relações Étnico-Raciais

Vertical Tabs

Apresentação

Breve histórico do Grupo de Trabalho (GT) 21 Educação e Relações Étnico-Raciais

O Grupo de Trabalho (GT) 21 da ANPEd, intitulado Educação e Relações Étnico-Raciais, foi criado oficialmente na 24ª Reunião Anual da Associação, em 2001, na gestão da professora Nilda Alves. Ele é integrado por pesquisadores e pesquisadoras negros e não-negros, cuja produção científica está localizada na área das Relações Étnico/Raciais e Educação. No entanto, desde o ano de 1996, a ANPEd contou com a presença de intelectuais negros e não-negros, pesquisadores da temática étnico-racial e indígena, que demandavam um outro lugar para a discussão e debate sobre relações étnico-raciais e educação no interior da Associação, nas suas produções, pesquisas e posicionamentos político-acadêmicos. O atual GT 21 foi criado vinte e seis anos após a fundação da ANPEd, como Grupo de Estudos 21 (GE 21), então denominado Relações Raciais/Étnicas e Educação. Dois anos após sua criação, passou à categoria de Grupo de Trabalho (GT), recebendo duas novas denominações: Afro-Brasileiros e Educação e Educação e Relações Étnico-Raciais, sendo que esta última predomina até hoje. Tais mudanças expressam um movimento interno de interpretações de ordem política e epistemológica entre os integrantes do GT, bem como a intenção de ampliar a sua abrangência para o recebimento de trabalhos que abordem a temática indígena, algo que esteve presente na origem da proposta do referido GT. O então GE Relações Raciais/Étnicas e Educação foi fundado com o apoio de mais de quinhentos associados individuais e por inúmeras instituições de pesquisa científica iniciando suas atividades durante a 25ª Reunião Anual da ANPEd. Sua fundação foi precedida de amplos debates, congregando a maioria significativa dos pesquisadores dessa área, presentes naquela reunião. Ao ser criado, os membros desse GE elegeram as associadas Professoras Doutoras Iolanda de Oliveira e Maria Lúcia Rodrigues Muller como Coordenadora e Vice-Coordenadora do GE, respectivamente, com os pesquisadores da área podendo contar, então, com um espaço próprio para o debate e encaminhamento específicos da área das relações étnico/raciais e educação o que, até então, não existia. Os pesquisadores do GT 21, até então, estavam dispersos em diferentes Grupos de Trabalho. Muito embora houvesse receptividade desses diferentes GTs aos pesquisadores da área de Relações Étnico/Raciais e Educação, as questões de interesse particular da educação dos afro-brasileiros não eram prioridade desses GTs. Aqui encontramos um primeiro determinante do movimento desses intelectuais pela criação de um Grupo de Trabalho que atendesse essa demanda represada da área. Um levantamento e análise de documentos e informações disponíveis na base de dados da ANPEd indicam que, ao longo de sua existência, vários foram os GTs que concederam abrigo institucional aos pesquisadores da área de Relações Raciais e Educação dos Afro-brasileiros. A análise dos dados disponíveis aponta, também, na direção da precariedade desse abrigo. Caso a participação desses pesquisadores se ampliasse, os próprios GTs corriam o risco de se desfigurarem enquanto Grupo de Trabalho, com temática específica, no âmbito da Associação. Por outro lado tem-se, a partir do final da década de 1990, a realização do Concurso Negro e Educação, mais precisamente a partir de 1999, promovido pela ANPEd/Ação Educativa, com financiamento da Fundação Ford. O objetivo do concurso foi ampliar o quadro de pesquisadores na área, abrangendo iniciantes, graduados, mestrandos, mestres e doutorandos. O GT emerge, portanto, também deste contexto, como um dos espaços destinados à consolidação da formação dos egressos do concurso. Outro acontecimento datado do início do século XXI que contribuiu para a criação do GT foi o Programa Políticas da Cor, realizado pelo Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, em 2002, que selecionou projetos de ingresso e permanência de alunos negros na Universidade, oportunizando aos bolsistas negros graduandos dos cursos de licenciatura a participarem da ANPEd, como parte da sua formação política. É importante ressaltar também, na primeira década deste século, o Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford, coordenado pela Fundação Carlos Chagas. Este programa foi um marco importante na formação acadêmica de quadros políticos e intelectuais negros, indígenas, deficientes e de outros segmentos em situação de desigualdade socioeconômica e regional. O Programa de Bolsas possibilitou a realização de várias pesquisas em nível de mestrado e doutorado, bem como a formação de novos quadros acadêmicos, muitos dos quais atuam hoje nas universidades e demais instituições do ensino superior públicas e privadas e na pós-graduação. Alguns deles atuam, hoje, como pesquisadores do GT 21. Desde a sua constituição oficial como GT da ANPEd o Grupo de Trabalho Educação e Relações Étnico-Raciais tem contado com a presença de pesquisadores e pesquisadoras de diferentes instituições do ensino superior á frente da sua coordenação: Prof.ª Dr.ª Iolanda de Oliveira (UFF) e Prof.ª Dr.ª Maria Lucia Muller (UFMT), de 2001 a 2002; Prof.ª Dr.ª Iolanda de Oliveira (UFF), de 2003 a 2004; Prof.ª Dr.ª Iolanda de Oliveira (UFF) e Prof.ª Dr.ª Regina Pahim Pinto (FCC), de 2004 a 2005; Prof. Dr. Ahyas Siss (UFRRJ) e Prof.ª Dr.ª Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT), de 2006 a 2007; Prof. Dr. Ahyas Siss (UFRRJ) e Prof. Dr. Paulo Vinícius Baptista da Silva (UFPR), de 2008 a 2009; Prof. Dr. Paulo Vinícius Baptista da Silva (UFPR e Prof.ª Dr.ª Nilma Lino Gomes (UFMG), de 2010 a 2011; Prof.ª Dr.ª Nilma Lino Gomes (UFMG) e Prof. Dr. Paulo Vinícius Baptista da Silva (UFPR), de 2012 a 2013;  Prof. Dr. Erisvaldo Pereira dos Santos (UFOP) e Prof.ª Dr.ª Cândida Soares da Costa (UFMT), de 2014 a 2015; Prof.ª Dr.ª Wilma de Nazaré Baía Coelho (UFPA) e Prof. Dr. Julvan Moreira de Oliveira (UFJF) de 2015 a 2017. Para além das representações institucionais é significativa a ampliação de participação no GT, que atualmente congrega docentes negras(os), brancas(os) e de outros grupos étnico-raciais de diversas universidades e instituições do ensino superior públicas, privadas, comunitárias, das cinco regiões do país. O GT 21 é um grupo de trabalho jovem, com intensa atuação para além da própria Anped. Destaca-se a presença e participação dos seus participantes em importantes espaços e fóruns acadêmicos e políticos nos quais a questão étnico-racial tem sido discutida, debatida, demandada e pesquisada tais como: Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (NEABS), Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEAB), Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Conselho Nacional de Educação (CNE), Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-Brasileiros (CADARA), Conferência Nacional de Educação (CONAE, 2010). Vários integrantes do GT 21 atuam também em comissões acadêmicas responsáveis pela implantação e implementação de ações afirmativas nas instituições públicas de ensino superior. Nos últimos anos, alguns integrantes também passam a ocupar cargos na coordenação da pós-graduação, nas pró-reitorias e reitorias de universidades públicas e demais instituições do ensino superior do país e Ministério de Estado, como a caso da Profa. Dra. Nilma Lino Gomes

E-mail do GT 21: anpedgt@gmail.com

 

Dados do Grupo
Coordenador:
Wilma de Nazaré Baía Coelho / Universidade Federal do Pará (UFPA)
E-mail do Coordenador:
wilmacoelho@yahoo.com.br
Vice-coordenador:
Julvan Moreira de Oliveira / UFJF
Publicações do GT