GT03 - Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos

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Apresentação

As origens...
O GT 03 tem sua origem em 1981, com a criação do GT Educação para o meio rural, sob coordenação da professora e pesquisadora Maria Julieta Calazans (UERJ), que permaneceu na sua condução até 1985. Em 1986 a coordenação esteve com Jacques Therrien, Maria da Graça Nóbrega e Orestes Presti. Jacques Therrien, da Universidade Federal do Ceará, ficou na sua coordenação até o ano de 1990, quando assumiu a professora Maria Nobre Damasceno, também da UFC, que permaneceu até 1993.

Ampliando o olhar para os movimentos sociais
A partir de 1993, o GT passa a se denominar Movimentos sociais e educação, novamente sob a coordenação da Profa. Julieta Calazans, com a Profa. Maria da Glória Gohn (Unicamp) como vice-coordenadora. Inauguram-se discussões sobre as relações entre educação e movimentos sociais, os paradigmas na análise dos movimentos sociais, os novos movimentos sociais e os processos educativos formais e não formais.
Em 1995 a Profa. Marília Pontes Sposito (USP) assume a coordenação do GT. Seguiram-se as seguintes coordenações: Maria Amélia Giovanetti (UFMG) em 2000; Nilton Bueno Fischer (UFRGS) de 2001 a 2003; Cláudia Pereira Vianna (USP) de 2003 a 2006; Sônia Aparecida Branco Beltrame ( UFSC)de 2006 e Juarez Tarcísio Dayrell (UFMG) de 2008 a 2010.

A trajetória do GT 3 durante esse período foi registrada no Trabalho Encomendado “GT Movimentos Sociais e Educação: percurso, identidade e perspectivas”, das Profas. Maria Antônia de Souza e Sônia Beltrame apresentado na 32a. Reunião Anual de outubro de 2009. Nesse texto, além de resgatarem a história do GT, as autoras fazem uma importante reconstituição da consolidação da temática das relações entre movimentos sociais e educação em nossa Associação, além da análise dos temas apresentados em nossos diversos encontros.

Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos
Em 2010, a Profa. Maria Antônia de Souza (UTP/UEPG) assume a coordenação do GT e fica até 2012. Em outubro de 2010 o GT passou a se denominar Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos, fruto de longas discussões teóricas sobre os objetos de investigação do GT. Levou-se em consideração uma ampliação do campo para novos temas e abordagens teóricas cuja ênfase em vários estudos têm priorizado a discussão sobre os sujeitos e os processos educativos presentes nas ações coletivas e movimentos sociais diversos.
Essa nova fase vivida pelo grupo, além de se abrir para incorporar questões emergentes no campo das novas configurações sociais manifestas pelos atores sociais e seus coletivos, buscou garantir a continuidade e o aprofundamento das discussões em torno do tema movimentos sociais na ANPEd. Nesse período, o GT buscou fortalecer seu papel de indutor do debate em torno do tema, investindo esforços para sua divulgação e para fortalecer sua articulação com outros grupos de pesquisas.

Temáticas acolhidas no GT 03
Um balanço dos trabalhos do GT pode ser feito a partir dos sujeitos abordados e dos objetos de investigação. No primeiro recorte, jovens, camponeses e indígenas têm sido os atores sociais mais representativos nos trabalhos apresentados no GT nos últimos anos. Além deles, embora com menor incidência, as experiências empreendidas por mulheres, afro-descendentes e outros coletivos em ações de educação não-escolar também transitam pelo grupo. Do ponto de vista das temáticas abordadas, os trabalhos refletem a diversidade de ações coletivas presentes na sociedade brasileira. Vários trabalhos dizem respeito à educação do campo abordando experiências educativas empreendidas por movimentos sociais do campo (Escolas Famílias Agrícolas, escolas de assentamentos, experiências junto ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - PRONERA), ações coletivas no campo (MST, Via Campesina, experiências de economia solidária no campo, classes multisseriadas) e demandas dos movimentos sociais em relação à educação escolar (educação infantil, educação especial). Muitos trabalhos também dizem respeito às juventudes em diferentes ações coletivas (jovens e militância política), experiências educativas de políticas públicas (ProJovem Urbano, ProJovem Prisional) e trajetórias juvenis (universitários, jovens em medidas socioeducativas). Outros trabalhos abordam o tema da educação indígena como a formação intercultural de professores e as experiências de educação escolar indígena.
Tal diversidade refle a inserção e atuação dos membros do GT em grupos de pesquisa, muitos deles articulados nacionalmente através dos Observatórios da Educação do Campo, Observatórios da Juventude, Formação de Professores Indígenas e Licenciaturas em Educação do Campo. 
As últimas reuniões do GT enfatizaram a reflexão sobre a sua identidade, buscando induzir trabalhos que subsidiassem as discussões sobre os fundamentos e abordagens mais recentes nesse campo. Assim, os trabalhos encomendados e minicursos em 2011 e 2012 buscaram aprofundar os debates sobre sujeitos e processos educativos e sobre movimentos sociais, políticas públicas e diversidades respectivamente. Para a próxima reunião, o GT inicia um processo de aprofundamento em temáticas específicas que são transversais para as pesquisas do grupo, com o desenvolvimento de um minicurso sobre metodologias qualitativas nas pesquisas sobre movimentos sociais e de um trabalho encomendado sobre juventude do/no campo. Além disso, as sessões especiais articuladas no âmbito da subárea abordaram a temática de gênero, educação ambiental e jovens no mundo do trabalho.

Dados do Grupo
Coordenador:
Ana Karina Brenner / UERJ
E-mail do Coordenador:
anakbrenner@yahoo.com.br
Vice-coordenador:
Maria Carla Corrochano / UFSCar
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