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Debate
Diversidade Cultural: educação e identidade
discute possibilidades de educação multicultural
Os debatedores
destacaram problemas e fizeram propostas para uma educação
inclusiva - Por Ana Teresa Gotardo
O debate especial Diversidade Cultural: educação e
identidade foi iniciado pela professora Terezinha Juraci da Silva
dizendo que, embora o PCN reconheça a diferença e
proponha a inclusão do olhar do outro no currículo,
ele ainda não é suficiente, pois não há
capacitação dos professores para esse trabalho. Ela
propôs cinco eixos para uma educação multicultural:
(1) integração aos conteúdos, como dar diferentes
exemplos; (2) pedagogia da eqüidade, que deve levar em conta
outras culturas; (3) processo de construção do conhecimento
com a ajuda do professor na interpretação da cultura;
(4) redução de preconceitos; (5) cultura escolar e
social que dê poder aos diferentes grupos.
O professor
Gilberto Ferreira da Silva expôs seu entendimento de cultura,
raça e etnia. Disse que há uma dificuldade em se reconhecer
a diversidade e de pensá-la, valorizá-la como componente
pedagógico em todos os níveis educacionais. Disse,
ainda, que a tecnologia atual é um componente para a disseminação
da diversidade e contribui para que surjam outras formas de pensá-la.
A professora
Jacira Reis da Silva também expôs os conceitos de cultura
e diversidade com os quais trabalha. Disse, no entanto, que as discussões
sobre a diversidade ainda são muito afastadas do cotidiano
escolar, já que não há socialização
das discussões entre os professores, o que acaba levando
a muitas ações individuais. Também comentou
que há uma dificuldade em mudar as práticas escolares
porque as práticas hegemônicas já estão
enraizadas nas pessoas e que só a inclusão no currículo
não é suficiente, pois as histórias dos negros
nos livros são contadas do ponto de vista do branco, da história
"oficial". Ela encerrou dizendo que a desigualdade é
socialmente produzida, não tem nada a ver com raça,
etnia e cultura; deve-se garantir o acesso e a permanência
de todos, revendo as práticas escolares.
A mesa contou,
ainda, com o relato da experiência de Isabel dos Santos, que
fez parte de um projeto de trabalho com conteúdos "alterativos".
Dessa proposta, foram produzidos dois livros que dão diretrizes
aos educadores, dizendo como eles podem agir para que seja feita
uma educação inclusiva.
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