Seminário debate modelo de pesquisa e pós-graduação das Ifes       >>>Volta
Da Assessoria de Imprensa da Andifes

Dirigentes e representantes de agências de apoio à ciência e tecnologia do País debateram, na última quarta-feira (20), o modelo de pesquisa e de pós-graduação das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), em seminário promovido pela Andifes, em Salvador, Bahia. O encontro discutiu as possibilidades de superar a fragmentação da pós-graduação, as formas de financiamento, a avaliação de desempenho e outras questões para auxiliar a formulação de propostas de reestruturação da pós-graduação brasileira no âmbito das Ifes.

O presidente da Andifes, reitor Arquimedes Diógenes Ciloni (UFU), abriu o seminário, afirmando que as Ifes possuem programas de pós-graduação de alto nível – a maioria ostenta conceitos máximos, entre 5 e 7, de acordo com a avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Entretanto, os cursos avaliados insatisfatoriamente precisam de auxílio para melhorar sua conceituação.

A vice-presidente do (CNPq), Wrana Maria Panizzi, e o coordenador do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e
Pós-Graduação (Foprop), Jaime Arturo Ramírez , apresentaram o histórico e os indicadores da pesquisa e da pós-graduação brasileira. Segundo eles, o Brasil ocupa hoje a 15ª posição no cenário de produção científica mundial, titulando mais de dez mil doutores e trinta mil mestres por ano.

Entre os dados apresentados, estão: as Ifes acomodam e são responsáveis pela titulação de 50% dos alunos de pós-graduação do País; o sistema federal de pós-graduação brasileiro é responsável pelo oferecimento de 56% dos programas de doutorado, apresentando a maior expansão no último triênio; 53% dos docentes das IFES estão envolvidos em pós-graduação no País; o corpo discente vem crescendo a uma taxa maior a 10% ao ano em matrículas, alunos novos e titulados.

O diretor de programas da Capes, Emídio Cantídio de Oliveira Filho , fez uma apresentação sobre o financiamento da pesquisa e da pós-graduação no Brasil. De acordo com ele, a agência financia atualmente 3.165 cursos, por meio de bolsas de estudo de mestrado (20.827), doutorado (12.007) e pós-doutorado (369).

Em 2007, a Capes investiu aproximadamente R$ 642 milhões em financiamento para formação de recursos humanos e desenvolvimento das atividades da pós-graduação no País. Para este ano, está previsto um orçamento de cerca de R$ 701 milhões.

Os presidentes do CNPq, Marco Antônio Zago , e da Capes, Jorge Almeida Guimarães, debateram sobre a relação das agências com as Ifes. De acordo com os dados apresentados, as universidades brasileiras são grandes produtoras de conhecimento científico. Cerca de 75% dos nossos cientistas encontram-se nessas instituições. Em países como o Canadá, os Estados Unidos, a Inglaterra e a Alemanha, este percentual não chega a 40%.

O reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ícaro de Sousa Moreira, e o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, fizeram uma avaliação da pesquisa e da pós-graduação brasileira. A expansão da pesquisa e da pós-graduação nas IFES foi o tema debatido pelo vice-presidente da Andifes, reitor José Ivonildo do Rêgo (UFRN), e pelo ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Francisco César de Sá Barreto.

O modelo de pesquisa e de pós-graduação das Ifes será debatido na reunião do Conselho Pleno da Andifes, que acontecerá na Universidade Federal de Tocantis (UFT) e em outros encontros da Associação. Após, a Andifes deverá formular uma proposta de fortalecimento e expansão da pós-graduação das Ifes, que será apresentada ao Ministério da Educação.